Como a nota de 0 a 100 das ações é calculada
A nota do Norte combina cinco pilares com pesos fixos — qualidade 28%, preço 25%, crescimento 22%, solidez 18% e dividendos 7% — medidos sempre contra as empresas do mesmo setor. Sobre esse resultado incidem penalidades que derrubam a nota inteira, e no fim eventos noticiados a ajustam em até 15 pontos. Todo número desta página está no código do cálculo, não na redação.
Os cinco pilares e seus pesos
Cada pilar recebe de 0 a 100 dentro do setor da empresa, e os cinco entram na nota final com o peso abaixo. Os pesos são fixos e iguais para toda a bolsa: não existe ajuste por papel.
- QualidadeSe o negócio é bom: quanto rende sobre o capital que emprega e quanto sobra de cada venda.
- 28%
- CrescimentoSe cresce, há quanto tempo, e se vem acelerando ou perdendo fôlego.
- 22%
- PreçoSe a ação está cara ou barata — perto das empresas do mesmo setor e da própria história dela.
- 25%
- SolidezSe a empresa aguenta um ano ruim: tamanho da dívida, dinheiro em caixa e resultados sem sustos.
- 18%
- DividendosQuanto dinheiro volta para o bolso de quem tem a ação, e se o lucro cobre o que é distribuído.
- 7%
Por que a comparação é dentro do setor
O mesmo indicador quer dizer coisas diferentes em setores diferentes. Um P/L de 8 é caro para banco e barato para tecnologia; margem líquida de 5% é boa no varejo e ruim em software. Comparar tudo contra a bolsa inteira premiaria o setor da moda do momento e puniria o cíclico no ano errado.
Por isso o Norte exige pelo menos cinco empresas comparáveis para pontuar um papel. Sem esse mínimo não existe régua, e a ficha diz que a comparação não foi possível em vez de inventar uma média com três empresas. BDR é comparado com BDR, nunca com ação brasileira.
O que derruba a nota inteira
As penalidades são multiplicativas e agem sobre a nota final, não sobre um pilar. É o que impede uma ação barata por motivo ruim de aparecer no topo da lista só porque o pilar de preço ficou alto.
- Armadilha de valor
- A ação parece barata, mas os fundamentos não sustentam o desconto — a diferença começa a pesar a partir de 18 pontos e chega ao efeito cheio em 50. Piso de 0,55: a nota pode cair até 45%.
- Alavancagem alta
- Dívida líquida acima de 4 vezes o EBIT liga o aviso; acima de 7 vezes, o efeito é cheio. Piso de 0,55.
- Prejuízo recente
- A empresa fechou o último exercício no vermelho. Fator 0,75: a nota cai um quarto.
- Dividendo alto demais
- Dividend yield acima de 9% costuma ser evento único — venda de ativo, dividendo extraordinário — e não renda repetível. Reduz o pilar de dividendos, não a nota inteira.
Confiança do dado, e o que ela não é
Confiança mede quanto do cálculo deu para fazer: quantos dos indicadores previstos existiam e quantos anos de histórico a empresa tinha. A ficha de cada ação mostra os dois números — por exemplo, 17 de 18 indicadores com 10 anos de histórico.
Confiança fala do dado, não da empresa. Confiança baixa é sinal de informação faltando, não de negócio ruim — e é justamente por isso que ela aparece ao lado da nota em vez de embutida nela.
Por que uma ação fica fora do ranking
Ficar fora do ranking não apaga o papel: a nota continua sendo calculada com a mesma régua e a ficha continua existindo, com o motivo escrito. O que a ação não faz é disputar posição com as demais.
- Liquidez média diária abaixo de R$ 200 mil
- Preço de papel que quase não negocia não descreve mercado: um lote pequeno move a cotação, e o desconto contra o preço justo viraria ilusão.
- Valor de mercado abaixo de R$ 300 milhões
- Empresa muito pequena tem balanço mais sensível a evento único, e a comparação setorial perde sentido.
- Menos de cinco empresas comparáveis no setor
- A nota é relativa ao setor. Sem pares suficientes não existe régua, e inventar uma média com três empresas seria pior que não pontuar.
- Confiança do dado abaixo de 50%
- Faltou indicador ou histórico para sustentar o cálculo. A nota continua na ficha, com o motivo escrito; o que ela não faz é disputar posição.
- Outro papel da mesma empresa tem mais liquidez
- PETR3 e PETR4 são a mesma empresa. Deixar as duas no ranking contaria a mesma tese duas vezes.
Como as notícias entram
Notícias entram por último e mexem na nota em até 15 pontos, para cima ou para baixo. A nota dos números continua visível, e o ajuste aparece separado dela: são duas leituras, não uma só.
O que conta é evento independente, não quantidade de matérias sobre o mesmo fato — vinte veículos noticiando a mesma coisa é um evento. Cada evento precisa de confiança factual mínima de 70 em 100 para entrar, na escala de 3, 8 ou 15 pontos conforme o tamanho. O efeito decai com o tempo: três dias para assunto passageiro, trinta para resultado trimestral, noventa para mudança estrutural. Risco crítico aberto é a exceção — não decai pelo calendário e impede selo favorável.
O que este método não faz
A nota descreve como a empresa está pelos números que ela mesma publicou. Ela não prevê o preço da ação, não é recomendação de investimento, e nota alta não quer dizer que o papel vai subir.
Os parâmetros são heurísticos e não foram validados para retorno na B3. A simulação de uma carteira montada pelas melhores notas de cada ano ficou abaixo do CDI e do Ibovespa no período testado, e o resultado está publicado na apresentação do Norte, não escondido.
Perguntas sobre o método
Como a nota de 0 a 100 de uma ação é calculada?
A nota combina cinco pilares com pesos fixos: qualidade 28%, preço 25%, crescimento 22%, solidez 18% e dividendos 7%. Cada pilar é medido contra as empresas do mesmo setor, nunca contra a bolsa inteira. Sobre esse resultado incidem penalidades multiplicativas (armadilha de valor, alavancagem alta, prejuízo recente) que derrubam a nota inteira, não um pilar só. Por último, eventos noticiados ajustam a nota em até 15 pontos para cima ou para baixo, e esse ajuste aparece separado do cálculo dos números.
Por que a nota compara a ação com o próprio setor?
Porque o mesmo indicador significa coisas diferentes em setores diferentes. Um P/L de 8 é caro para banco e barato para tecnologia; uma margem líquida de 5% é boa no varejo e ruim em software. Comparar tudo contra a bolsa inteira premiaria o setor da moda e puniria o setor cíclico no ano errado. O Norte exige pelo menos cinco empresas comparáveis para pontuar; sem isso não existe régua.
O que é o preço justo estimado?
É uma estimativa de quanto a ação valeria segundo os próprios números da empresa, com prêmio de risco de 5% sobre a taxa livre de risco. A margem é a distância entre a cotação e essa estimativa. É estimativa a partir de dado público, não previsão: margem positiva não garante que a ação vai subir, e margem negativa não garante queda.
O que significa a confiança do cálculo?
Confiança mede quanto do cálculo deu para fazer: quantos dos indicadores previstos existiam e quantos anos de histórico a empresa tinha. Confiança de 94% significa que quase tudo estava disponível. Ela fala do dado, não da empresa — confiança baixa é sinal de informação faltando, não de negócio ruim. Abaixo de 50% a ação sai do ranking, com o motivo na ficha.
Por que algumas ações ficam fora do ranking?
Por cinco motivos, todos escritos na ficha do papel: liquidez média diária abaixo de R$ 200 mil, valor de mercado abaixo de R$ 300 milhões, menos de cinco empresas comparáveis no setor, confiança do dado abaixo de 50%, ou outro papel da mesma empresa com mais liquidez. A nota continua sendo calculada e exibida; o que ela não faz é disputar posição com as demais.
Notícias mudam a nota?
Sim, em até 15 pontos para cima ou para baixo, e a nota dos números continua visível ao lado. O que conta é evento independente, não quantidade de matérias sobre o mesmo fato, e cada evento precisa de confiança factual mínima de 70 em 100. O efeito decai com o tempo — três dias para assunto passageiro, trinta para resultado, noventa para mudança estrutural — exceto risco crítico aberto, que não decai pelo calendário.
A nota é recomendação de compra?
Não. O Norte não é instituição financeira, não executa ordens e não faz recomendação de investimento. A nota descreve como a empresa está pelos números que ela mesma publicou. Nota alta não quer dizer que a ação vai subir, e resultado passado não garante resultado futuro — a simulação da carteira do score, publicada na apresentação do produto, ficou abaixo do CDI e do Ibovespa no período testado.
Veja a nota de qualquer ação da B3
A lista é aberta e não pede cadastro. Cada ficha mostra a nota, os cinco pilares, os indicadores e a data do cálculo.
Fontes e limites destes números
- Pesos dos pilares, cortes de elegibilidade e penalidades conforme implementados no cálculo do Norte. A ficha de cada ação mostra a versão do algoritmo usada naquele cálculo.
- Indicadores calculados dos balanços que cada empresa entrega à CVM, com cotações e indicadores de mercado para preço, valor de mercado e liquidez.
- Escala das notícias: eventos independentes em 3, 8 ou 15 pontos, confiança factual mínima de 70 em 100, soma limitada a 15 pontos, e nota final sempre entre 0 e 100.
- Parâmetros heurísticos, não validados para retorno na B3. Dado público pode ter erro, atraso e correção posterior.
Esta página descreve dados públicos. Não é recomendação de investimento, não há ordem de compra ou venda aqui, e resultado passado não garante resultado futuro. Regra da CVM sobre o que os fundos divulgam